Arte Cítrica
Edições


Identidade, Construção e Confronto
V.2 Nº5
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Todo palco começa antes da cortina subir.
Há uma ideia recorrente sobre o teatro: ele só existe porque alguém decidiu colocar algo em cena e alguém aceitou acreditar naquilo, mesmo sabendo que é dramatização. Talvez seja justamente nesse pacto entre quem encena e quem assiste que o teatro encontre uma de suas forças.
Esta edição da Arte Cítrica reúne maneiras de habitar esse intervalo entre bastidor e cena: pela pintura que transforma rosto em palco e corpo em acontecimento; pela música que atravessa fronteiras e revisa quem tem voz para criar; pela pesquisa cênica que tensiona conforto e confronto; e pelo ensaio que pergunta onde foi parar a quarta parede quando a plateia virou usuário e a cena virou feed.
Aqui, a identidade não é dado.
É construção.
É confronto.
A Arte Cítrica segue acreditando que a arte não é apenas espelho do mundo: ela é palco, é ensaio, é risco assumido diante de quem observa. E talvez seja justamente nesse risco, repetido obra após obra, texto após texto, que habite o que há de mais teatral em qualquer forma de arte, visual, musical ou cênica.
Nesta edição:
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Do Palco ao Feed: Brecht, Boal e a Quarta Parede dos Algoritmos — o Olhar Cítrico busca no teatro épico brechtiano e no Teatro do Oprimido de Boal subsídios teóricos para perguntar o que restou da quarta parede quando ela migrou do palco para as telas e para os feeds.
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Ensaios sem palco — na VitrinArte, Abdolreza Rabeti, Asiyeh Gonezadeh e Maryam Rahimi apresentam três poéticas visuais que investigam, cada uma à sua maneira, personagem, identidade, corpo, paisagem e memória.
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Compositores entre Mundos: Modos de Criar, Modos de Escutar — na Modos Cítricos, Priscilla Barbosa nos apresenta Estefane Santos e Luca Argel, artistas que criam entre territórios, Brasil, Espanha e Portugal, revisando representatividade e masculinidade através da música instrumental brasileira e da canção autoral.
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Companhia Fragmentos do Baú — na Travessia Cítrica, Klever Schneider apresenta uma pesquisa cênica que pratica o que chama de teatro de conforto e confronto, nas encenações da Companhia Fragmentos do Baú.
Esta edição não promete revelar quem somos. Apenas convidar, cada um a seu tempo, a entrar em cena.
Memória, Rastro e Esquecimento
V. 2 Nº 4
Toda imagem nasce de uma ausência.
Esta edição da Arte Cítrica parte da fotografia para investigar o que permanece quando aquilo que vimos, vivemos ou fomos já não está inteiro diante de nós. Aqui, a memória não é pano de fundo. É matéria de trabalho. É pergunta em aberto. A Arte Cítrica segue acreditando que a arte não apenas retrata o mundo: ela confronta o tempo, dialoga com o esquecimento e tenta, sabendo que fracassará, segurar aquilo que já escapou. E talvez seja justamente nessa tentativa incompleta, repetida obra após obra, que habite o que há de mais humano na arte.
Nesta edição:
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Memórias Fotográficas: uma experiência de autoconhecimento — Ana Paula Pessoa transforma fotografias de família num processo de ressignificação atravessado pela memória e pelo autoconhecimento.
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Travessias da Memória — na VitrinArte, Nádia Muyrah, Saba Pourhosein Baghali, Sarvenaz Khorvash e Zahra Firouzi apresentam percursos que atravessam infância, identidade, pertencimento e ancestralidade.
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Duas Verdades do Corpo — Eneide Mücke e Mariana Quadros apresentam dois olhares fotográficos sobre o corpo.
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Anatomia do Esquecimento: o Diálogo entre Ricoeur e a Imagem-Rastro — Ana Paula dos Santos investiga a memória como arquivo e rastro, tensionando permanência e apagamento.
Esta edição não promete lembrar tudo. Apenas deixar acesa uma pequena luz entre os rastros, para que alguém encontre, um dia, o caminho de volta.
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Dança, Corpo e Insubmissão
V. 2 Nº 3
O corpo sempre soube dançar antes de pedir licença.
Esta edição da Arte Cítrica parte da dança para afirmar que a arte nunca existe fora do mundo: ela responde ao seu tempo, o tensiona e o reinventa. Mais do que celebrar uma linguagem artística, este volume reconhece um campo de disputa onde corpos desafiam normas, atravessam a história e transformam movimento em resistência. Porque dançar, em muitos contextos, foi — e continua sendo — um ato de insubordinação.
Nesta edição:
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Meu cabelo não é toque: corpo, imagem e insubmissão em videodança — Patricia Ressurreição analisa a videodança como espaço de disputa estética e política, articulando racismo, corpo e linguagem audiovisual.
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Reconfigurações do Som em Diáspora — Crá Rosa ocupa a seção de música com uma trajetória que reposiciona a percussão africana como pensamento, memória e criação.
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Wolf Crew: quando a dança se torna ferramenta de transformação social — Sophia Manhaes apresenta o grupo de break que transformou dança em pertencimento, educação e comunidade.
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O salto que liberta: corpo, técnica e presença no Stiletto — O projeto Diva da Comunidade revela o Stiletto como linguagem de autonomia e empoderamento feminino.
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O corpo que o Estado quis calar — Tathy Zimmermann revisita a perseguição ao samba e à gafieira, mostrando a dança como forma histórica de resistência.
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Entrevista: Rafaella Pasini Abudi — A pesquisadora reflete sobre a dança como pensamento, escuta e construção de sentido.
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Dança Árabe: cultura, corpo e expressão — Kátia Velo propõe uma leitura da dança árabe como patrimônio cultural vivo, para além dos estereótipos.
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Você vai se apaixonar por sua sapatilha de pontas — Keren Montrezoro aborda a relação entre bailarina, sapatilha e técnica como um encontro entre corpo e cuidado.
Esta edição não encerra o debate sobre dança — ela o abre pelo avesso.
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Mulheres Artistas
Deslocamento e Presença
V. 2 Nº 2
Criar sempre foi feminino.
Ao dedicar este volume às mulheres, a revista propõe um exercício simples e radical: deslocar o olhar. Não como mera compensação histórica, mas como o reconhecimento de uma potência que sempre esteve lá. Aqui, a busca por visibilidade articula-se com outras urgências do nosso tempo: o enfrentamento ao racismo, a defesa da acessibilidade cultural e a construção de alianças capazes de ampliar a escuta e transformar o campo artístico. Reafirmamos nosso posicionamento: cultura não é neutra. Cultura é disputa de memória, de narrativa e de presença. E memória é poder.
Nesta edição:
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Elke Maravilha: além das perucas, saltos e batons — uma mulher para lembrar no 8 de março — Ton Garcia revisita a trajetória da artista que transformou sua presença em gesto político.
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Lucy Citti Ferreira: a pintora esquecida do modernismo — Mazé Torquato Chotil recupera a trajetória da artista frequentemente apagada pelas narrativas oficiais do modernismo.
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Andressa Medeiros: Territórios de Sensibilidade e a Estética do Encontro — Reflexões sobre acessibilidade cultural, pertencimento e construção coletiva.
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Mulheres negras ao centro: as construções narrativas de Luedji Luna — Priscilla Barbosa analisa ancestralidade, identidade e representação na obra da cantora baiana.
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Gotímetro: o antirracismo nosso de cada dia — Cleo Cavalcantty e Monica Margarido transformam a escuta cotidiana em ferramenta crítica.
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Modos Cítricos — Percursos da música contemporânea entre novas vozes e permanências sensíveis: Kelly Lua e Thamires Tannous.
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VitrinArte — Um espaço dedicado a artistas vivas e às múltiplas formas de criação no presente.
Porque basta mudar a perspectiva para perceber: a margem sempre foi um centro pulsante de criação.
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Especial Diáspora
v.2 nº1, 2026
Porque a arte em deslocamento não se perde: se transforma.
A Edição Especial Diáspora nasce da escuta de vozes que criam fora de seus territórios de origem, mas nunca fora de si. Dedicada à diáspora musical brasileira, esta edição propõe pensar o deslocamento não como ausência ou ruptura, mas como campo de reinvenção, memória viva e trânsito sensível entre tempos, geografias e identidades. Aqui, a música surge como permanência em movimento — um modo de habitar o mundo entre línguas, histórias e afetos.
Nesta edição:
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Voz, tempo e deslocamento: Percursos da diáspora musical brasileira — O Editorial Convidado apresenta os autores e autoras desta edição e traça um panorama das reflexões que compõem este número especial.
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Malês e diáspora africana: Resistência e arte como memória — Lara Tannus reflete sobre a música como raiz ancestral e força de resistência na diáspora africana.
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Diáspora musical: notas sobre uma escuta em movimento — Priscilla Barbosa compartilha caminhos de pesquisa sobre a música brasileira produzida fora do país.
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Maria d’Apparecida: Intérprete de Carmen e da MPB — 100 anos — Mazé Torquato Chotil revisita a trajetória da cantora de ópera brasileira e sua importância histórica.
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Muito antes da Tia Amélia: Amélia Brandão Nery em turnê pelas Américas — Thiago Leme Marconato resgata a atuação internacional da compositora e pianista.
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Cidade afinada: a Oficina de Música de Curitiba — Tathy Zimmermann reflete sobre a 43ª Oficina de Música de Curitiba e a cidade como território sonoro.
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Entrevista com Letícia Malvares — Uma conversa sobre criação, percurso artístico e produção musical em diálogo com o mundo.
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Modos Cítricos — Nova seção dedicada a musicistas, álbuns e produções musicais.
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VitrinArte — Convite para visitar a exposição virtual Território Cítrico, onde imagens e experiências seguem em convivência.
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#5 Território Cítrico
V.1 nº5, 2025
Porque a arte não passa: permanece.
Esta edição encerra o primeiro ciclo da Arte Cítrica não como balanço ou arquivo fechado, mas como território vivo. Um campo de presença onde vozes diversas, linguagens indisciplinadas e gestos não domesticáveis coexistem, se tensionam e seguem reverberando. Cada página carrega marcas de tempo, pensamento e experiência — afinidade, fricção e continuidade em movimento. Uma edição para permanecer. Para olhar de novo. Para reconhecer que este território segue em expansão.
Nesta edição:
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Mapas Sonoros da Contemporaneidade — Um relato das experiências de nossa Correspondente Internacional no 23º Seminário Internacional da IASPM (Sorbonne, Paris, 2025).
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Jornada Cítrica: arte, coragem e reinvenção — Tathy Zimmermann compartilha os atravessamentos e desafios do primeiro ano da Arte Cítrica.
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Minha entrada no mundo das letras — Pri Fernandes conduz uma conversa íntima sobre escrita, percurso e pertencimento.
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O que nos trouxe até aqui: entre o ácido que queima e o doce que cura — O manifesto que encerra este ciclo e projeta o horizonte do que está por vir.
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#4(Des)Aprender o Mundo
v.1 nº4, 2025
Porque a arte que educa não adestra. Ela desperta.
Uma edição dedicada às potências da arte-educação, onde aprender e desaprender caminham juntos. Aqui, educar é gesto poético e político: escutar o que foi silenciado, mover o que tentaram fixar e reaprender a sentir o mundo com o corpo inteiro.
Nesta edição:
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Dançar mundos: arte, educação e decolonialidade — Raissa B. F. Aripuá reflete sobre o movimento como linguagem de libertação, onde o corpo se torna espaço de resistência e reencantamento.
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Cartografia da Memória em Canções — Priscilla Barbosa convida a percorrer memórias pessoais e coletivas por meio da música, transformando lembranças em territórios de pertencimento.
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Ensino de Arte e a formação crítica do olhar — Rossano Silva discute o papel da arte na construção de um olhar sensível, crítico e transformador, para além do ensino tradicional.
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Entrevista com Angélica Sátiro: a arte de desentranhar sentidos — A pensadora e educadora fala sobre criatividade, imaginação e o poder político da arte como experiência estética e ética.
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Ballet Adulto: mais que educar pela arte — Kátia Alvares Mazur e Tathy Zimmermann compartilham um relato de corpo e alma sobre aprendizado, superação e o poder coletivo de dançar o impossível.
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#3 — Insurgência da Palavra
v.1 nº3, 2025
Porque a literatura nunca é neutra. Ela é gesto de insubmissão.
Esta edição celebra a palavra como força ativa: escrita que fere, desloca e resiste. Entre silêncios, fragmentos e vozes potentes, cada texto acende uma fagulha de insurgência — convidando a pensar, sentir e questionar o mundo.
Nesta edição:
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A eterna busca do “eu”, nos contos de Clarice Lispector — Pri Fernandes analisa a escrita clariciana como construção do sujeito entre silêncio, memória e vertigem.
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Redimindo Medeia — Laurene Veras revisita a tragédia de Eurípedes e sua ressignificação em Lars von Trier, refletindo sobre poder, gênero e resistência.
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O que é Arte? Parte II – quando a arte escapa das molduras — Tathy Zimmermann percorre as rupturas, vanguardas e revoluções sensoriais dos séculos XX e XXI.
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“Eu sou a Monstra” — a poética de Hilda Hilst para crianças — Carla Viccini explora a imaginação infantil como território de provocação, afeto e pensamento crítico.
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Entrevista com Barbara Lia — Uma conversa sobre escrita, processo criativo e a insurgência da palavra como ação no mundo.
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#2 — Profundezas da Arte
v.1 nº2, 2025
Onde a luz não alcança, a arte inventa caminhos.
Esta edição mergulha nos territórios onde a arte pulsa, sangra e brinca ao mesmo tempo. Um espaço de pensamento indisciplinado, de experimentação e catarse — onde o riso não anula a ferida e o jogo é também gesto sério de existência.
Nesta edição:
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Manifesto Filosofia Lúdica — Angélica Sátiro propõe o pensamento como jogo: filosofar é brincar com ideias e riscar o mundo com imaginação.
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O que é Arte? Parte I – da Antiguidade ao século XIX — Tathy Zimmermann percorre séculos de debates e rupturas, revelando a arte como campo aberto de sentidos em disputa.
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Entrevista com o coletivo Ideosphera — Um encontro com uma arte anárquica, indócil e incendiária, que nasce das fissuras e transforma ruína em potência.
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Arte como catarse — Katia Velo escreve sobre a alquimia entre dor e beleza, lembrando que viver é, em si, um ato criativo.
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Especial Dossiê "Ainda estou aqui"
v.1 nº1, 2025
Quando o silêncio tenta se impor, a arte responde com memória e resistência.
Esta edição nasce do encontro entre cinema, história e urgência. O filme de Walter Salles — vencedor do Oscar de 2025 — é o ponto de partida para um mergulho profundo na trajetória de Eunice Paiva e nas feridas ainda abertas de um país que insiste em lembrar. Aqui, a arte não ilustra o passado: ela o confronta.
Nesta edição:
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Eunice Paiva: quando o cinema rompe o silêncio — Ermeson Vieira Gondim analisa a potência da câmera como gesto político e ruptura do apagamento.
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Os artistas ainda estão presentes (e aqui) — César Meneghetti reflete sobre o papel contínuo da arte na resistência contemporânea.
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É preciso dar um jeito, meu amigo — Laurene Veras conecta música, alegria e violência, revelando o sorriso como forma de enfrentamento.
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Eunice Paiva e as feridas da memória — Tathy Zimmermann traça um ensaio histórico sobre luto, militância e liberdade.
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Entrevista com Moara Tupinambá — A artista fala sobre ancestralidade indígena, criação e luta.
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Ainda estou aqui: história e música entrelaçadas — Priscilla Barbosa encerra a edição com uma escuta onde memória e som se tornam resistência.
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Edição zero
v.1 nº0, 2025
Zero não é ausência. É semente. Potência. O início de tudo que ainda pode vir a ser.
A edição inaugural da Arte Cítrica nasce do vazio fértil: o espaço entre o temor e o êxtase, onde a criação começa a se anunciar. Aqui, o zero é tratado como origem, tensão e promessa — um ponto de partida que já carrega em si múltiplas direções.
Nesta edição:
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O corpo como objeto: Marina Abramović e Ritmo 0 — Gustavo Jugend analisa a performance como território de violência, coisificação e presença radical.
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Os painéis de São Vicente: a pintura enigmática de Nuno Gonçalves — Tathy Zimmermann revisita o políptico português que resiste ao tempo e às interpretações.
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Entrevista com Christopher Zoellner — O artista fala sobre criação, deslocamento e narrativas visuais entre Taiwan e o mundo.
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Desde o zero: música brasileira em diáspora — Priscilla Barbosa reflete sobre a potência criativa da música brasileira produzida fora do país.
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