top of page
mancha 6.png

Especial Diáspora

Porque a arte em deslocamento não se perde: se transforma.

A edição Especial Diáspora nasce da escuta atenta de vozes que criam fora do lugar de origem, mas jamais fora de si. Esta edição se dedica a refletir sobre a diáspora musical brasileira — não como ausência ou ruptura, mas como campo de reinvenção, memória viva e trânsito sensível entre territórios, tempos e identidades.

 

Aqui, a música emerge como gesto de permanência em movimento. Um modo de habitar o mundo entre línguas, geografias e histórias, carregando consigo ancestralidades, afetos, tensões e reinvenções. A diáspora não é tratada como exílio, mas como processo: um estado de escuta expandida, onde o deslocamento afina o olhar, o ouvido e o pensamento.

Reunimos nesta edição artistas, pesquisadoras e pesquisadores que investigam a música como experiência histórica, política e poética — atravessada por migrações, apagamentos, resistências e criações que ecoam muito além das fronteiras nacionais. São narrativas que revelam como o fazer musical brasileiro, em diáspora, continua a produzir sentido, pertencimento e transformação.

Nesta edição:

  • Voz, tempo e deslocamento: Percursos da diáspora musical brasileira
    O Editorial Convidado apresenta os autores e autoras desta edição, tecendo um panorama sensível das pesquisas e reflexões que compõem este número especial.

  • Malês e diáspora africana: Resistência e arte como memória
    A percussionista e mestre em Humanidades Lara Tannus conduz uma análise profunda sobre a música como raiz, memória ancestral e força de resistência na diáspora africana.

  • Diáspora musical: notas sobre uma escuta em movimento
    A historiadora e mestranda Priscilla Barbosa compartilha os caminhos de sua pesquisa, refletindo sobre a escuta como prática em trânsito e sobre a música brasileira produzida fora do país.

  • Maria d’Apparecida: Intérprete de Carmen e da MPB — 100 anos
    A doutora, jornalista e escritora Mazé Torquato Chotil mergulha na trajetória da cantora de ópera brasileira Maria d’Apparecida, revisitando sua vida, obra e importância histórica.

  • Muito antes da Tia Amélia: Amélia Brandão Nery em turnê pelas Américas
    O doutorando em Musicologia Thiago Leme Marconato resgata a importância da compositora e pianista Amélia Brandão Nery e seu papel fundamental na difusão da música brasileira no exterior.

  • Cidade afinada: a Oficina de Música de Curitiba
    A artista plástica, historiadora e mestre em História Tathy Zimmermann reflete sobre a 43ª Oficina de Música de Curitiba (2026), pensando a cidade como território sonoro e espaço de encontro entre tradições e contemporaneidades.

  • Entrevista com a compositora e flautista Letícia Malvares
    Uma conversa sobre criação, percurso artístico e produção musical em diálogo com o mundo.

  • Modos Cítricos
    Inauguramos uma nova seção dedicada a musicistas, álbuns e produções musicais, ampliando os modos de escuta e fruição na Arte Cítrica.

  • VitrinArte
    Seguimos convidando os leitores a visitar nossa primeira exposição virtual, Território Cítrico, disponível na aba homônima do site — um espaço onde imagens, ideias e experiências continuam em convivência.

 

A Especial Diáspora não busca mapear tudo, nem encerrar sentidos. Ela propõe convivência entre vozes em trânsito, escutas em formação e histórias que seguem se deslocando. Aqui, a música é memória que viaja, corpo que ressoa e pensamento que se expande.

Uma edição para ouvir com atenção. Para reconhecer que, mesmo longe, a arte segue criando casa.
E que este território — cítrico, múltiplo, indisciplinado — continua em expansão.

Arte Cítrica V. 2 nº 1 capa.png

#5 Território Cítrico

Porque a arte não passa: permanece.

Esta edição encerra o primeiro ciclo da Arte Cítrica não como balanço ou arquivo fechado, mas como território vivo. Um campo de presença onde vozes diversas, linguagens indisciplinadas e gestos não domesticáveis coexistem, se tensionam e seguem reverberando. Cada página carrega marcas de tempo, pensamento e experiência — afinidade, fricção e continuidade em movimento. Uma edição para permanecer. Para olhar de novo. Para reconhecer que este território segue em expansão.

Nesta edição:

  • Mapas Sonoros da Contemporaneidade — Um relato das experiências de nossa Correspondente Internacional no 23º Seminário Internacional da IASPM (Sorbonne, Paris, 2025).

  • Jornada Cítrica: arte, coragem e reinvenção — Tathy Zimmermann compartilha os atravessamentos e desafios do primeiro ano da Arte Cítrica.

  • Minha entrada no mundo das letras — Pri Fernandes conduz uma conversa íntima sobre escrita, percurso e pertencimento.

  • O que nos trouxe até aqui: entre o ácido que queima e o doce que cura — O manifesto que encerra este ciclo e projeta o horizonte do que está por vir.

Arte Cítrica nº 5.png

#4(Des)Aprender o Mundo

Porque a arte que educa não adestra. Ela desperta.

Uma edição dedicada às potências da arte-educação, onde aprender e desaprender caminham juntos. Aqui, educar é gesto poético e político: escutar o que foi silenciado, mover o que tentaram fixar e reaprender a sentir o mundo com o corpo inteiro.

Nesta edição:

  • Dançar mundos: arte, educação e decolonialidade — Raissa B. F. Aripuá reflete sobre o movimento como linguagem de libertação, onde o corpo se torna espaço de resistência e reencantamento.

  • Cartografia da Memória em Canções — Priscilla Barbosa convida a percorrer memórias pessoais e coletivas por meio da música, transformando lembranças em territórios de pertencimento.

  • Ensino de Arte e a formação crítica do olhar — Rossano Silva discute o papel da arte na construção de um olhar sensível, crítico e transformador, para além do ensino tradicional.

  • Entrevista com Angélica Sátiro: a arte de desentranhar sentidos — A pensadora e educadora fala sobre criatividade, imaginação e o poder político da arte como experiência estética e ética.

  • Ballet Adulto: mais que educar pela arte — Kátia Alvares Mazur e Tathy Zimmermann compartilham um relato de corpo e alma sobre aprendizado, superação e o poder coletivo de dançar o impossível.

Arte Cítrica nº 4.png

#3  Insurgência da Palavra

Porque a literatura nunca é neutra. Ela é gesto de insubmissão.

Esta edição celebra a palavra como força ativa: escrita que fere, desloca e resiste. Entre silêncios, fragmentos e vozes potentes, cada texto acende uma fagulha de insurgência — convidando a pensar, sentir e questionar o mundo.

Nesta edição:

  • A eterna busca do “eu”, nos contos de Clarice Lispector — Pri Fernandes analisa a escrita clariciana como construção do sujeito entre silêncio, memória e vertigem.

  • Redimindo Medeia — Laurene Veras revisita a tragédia de Eurípedes e sua ressignificação em Lars von Trier, refletindo sobre poder, gênero e resistência.

  • O que é Arte? Parte II – quando a arte escapa das molduras — Tathy Zimmermann percorre as rupturas, vanguardas e revoluções sensoriais dos séculos XX e XXI.

  • “Eu sou a Monstra” — a poética de Hilda Hilst para crianças — Carla Viccini explora a imaginação infantil como território de provocação, afeto e pensamento crítico.

  • Entrevista com Barbara Lia — Uma conversa sobre escrita, processo criativo e a insurgência da palavra como ação no mundo.

  • Arte em ação — Obras visuais atravessam a edição, criando diálogos entre imagem e literatura e ampliando o mosaico da resistência poética.

Arte Cítrica nº 3.png

#2 — Profundezas da Arte

Onde a luz não alcança, a arte inventa caminhos.

Esta edição mergulha nos territórios onde a arte pulsa, sangra e brinca ao mesmo tempo. Um espaço de pensamento indisciplinado, de experimentação e catarse — onde o riso não anula a ferida e o jogo é também gesto sério de existência.

Nesta edição:

  • Manifesto Filosofia Lúdica — Angélica Sátiro propõe o pensamento como jogo: filosofar é brincar com ideias e riscar o mundo com imaginação.

  • O que é Arte? Parte I – da Antiguidade ao século XIX — Tathy Zimmermann percorre séculos de debates e rupturas, revelando a arte como campo aberto de sentidos em disputa.

  • Entrevista com o coletivo Ideosphera — Um encontro com uma arte anárquica, indócil e incendiária, que nasce das fissuras e transforma ruína em potência.

  • Arte como catarse — Katia Velo escreve sobre a alquimia entre dor e beleza, lembrando que viver é, em si, um ato criativo.

Arte Cítrica nº 2_edited.jpg

Especial Dossiê "Ainda estou aqui"

Quando o silêncio tenta se impor, a arte responde com memória e resistência.

Esta edição nasce do encontro entre cinema, história e urgência. O filme de Walter Salles — vencedor do Oscar de 2025 — é o ponto de partida para um mergulho profundo na trajetória de Eunice Paiva e nas feridas ainda abertas de um país que insiste em lembrar. Aqui, a arte não ilustra o passado: ela o confronta.

Nesta edição:

  • Eunice Paiva: quando o cinema rompe o silêncio — Ermeson Vieira Gondim analisa a potência da câmera como gesto político e ruptura do apagamento.

  • Os artistas ainda estão presentes (e aqui) — César Meneghetti reflete sobre o papel contínuo da arte na resistência contemporânea.

  • É preciso dar um jeito, meu amigo — Laurene Veras conecta música, alegria e violência, revelando o sorriso como forma de enfrentamento.

  • Eunice Paiva e as feridas da memória — Tathy Zimmermann traça um ensaio histórico sobre luto, militância e liberdade.

  • Entrevista com Moara Tupinambá — A artista fala sobre ancestralidade indígena, criação e luta.

  • Ainda estou aqui: história e música entrelaçadas — Priscilla Barbosa encerra a edição com uma escuta onde memória e som se tornam resistência.

Capa Arte Cítrica nº 1.png

Edição zero

Zero não é ausência. É semente. Potência. O início de tudo que ainda pode vir a ser.

A edição inaugural da Arte Cítrica nasce do vazio fértil: o espaço entre o temor e o êxtase, onde a criação começa a se anunciar. Aqui, o zero é tratado como origem, tensão e promessa — um ponto de partida que já carrega em si múltiplas direções.

Nesta edição:

  • O corpo como objeto: Marina Abramović e Ritmo 0 — Gustavo Jugend analisa a performance como território de violência, coisificação e presença radical.

  • Os painéis de São Vicente: a pintura enigmática de Nuno Gonçalves — Tathy Zimmermann revisita o políptico português que resiste ao tempo e às interpretações.

  • Entrevista com Christopher Zoellner — O artista fala sobre criação, deslocamento e narrativas visuais entre Taiwan e o mundo.

  • Desde o zero: música brasileira em diáspora — Priscilla Barbosa reflete sobre a potência criativa da música brasileira produzida fora do país.

mancha 4.png

Vamos conversar?

O que te move, emociona ou faz pensar também nos interessa.

Compartilhe ideias, impressões e afetos cítricos.

Sua voz importa.

Inscreva-se!
Para almas sensíveis e cítricas.

Obrigado(a)! Seja Bem-vindo(a)!

bottom of page